quinta-feira, 28 de abril de 2011

Matéria bruta



O fato inegável destas antigas ruas e suas casas,
Das bocas de lobo e suas encostas de cimento e flores,
Daquele paralelepípedo fora do lugar,
Daquela farmácia de paredes descascadas.

O fato esmagador dos andares daquele prédio,
Dos andares daquele bêbado,
Do escárnio contra o andar do bêbado,
Da vertiginosa altura do prédio

O fato da dor daquela moça,
Do fingir sorrir daquela moça,
Do consentimento para com o seu sofrer,
De toda dor que há no mundo no outro lado do seu mundo

Nada disso importa.
Não passa de matéria bruta
Que converto nestas palavras que dizem tanto,
Mesmo sendo absolutamente nada...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Chica severina

Em memória a minha vó chiquinha